Friday, January 8, 2010

BRASIL SO EXPORTA15% DE ALTA MANUFATURA

Empresa exporta só 15% em alta-manufatura
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A queda de espaço desse tipo de manufaturados alcança 10 pontos percentuais desde 2003
O peso das exportações de manufaturados de maior
O peso das exportações de manufaturados de maior valor agregado encolheu para cerca de 25% da pauta brasileira de vendas ao exterior no ano passado, em estatística que retira da conta as commodities industriais. A queda de espaço desse tipo de manufaturados na pauta brasileira alcança 10 pontos percentuais desde 2003, segundo estudo e estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com base em dados oficiais. O trabalho da AEB, contudo, separa da conta de manufaturados as commodities industriais, como açúcar refinado, suco de laranja, a maioria dos aços e etanol, entre outros produtos.
A perda de espaço no mercado mundial de maior valor agregado atinge tanto empresas de capital nacional como multinacionais, mas para as companhias brasileiras este é um segmento quase em extinção. Em 2008, apenas 15% das vendas externas dessas empresas foram de produtos tipicamente manufaturados - uma perda de 3,4 pontos em relação a 2003. Nas multinacionais, a queda entre 2003 e 2008 atingiu 10 pontos, mas 50% das vendas dessas empresas ainda são de manufaturados. Na série da AEB também são consideradas apenas as empresas que exportam mais de US$ 10 milhões por ano (cerca de 90% das exportações brasileiras).
José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB e responsável pelo estudo, considera que o câmbio tem afetado mais a competitividade das companhias verde-amarelas. "A empresa tipicamente brasileira, controlada por capitais nacionais, não tem condição de exportar [produtos de maior valor agregado] em função do câmbio. Já a multinacional estrangeira tem mais flexibilidade", diz Castro.
Para a análise, ele considerou 20.408 empresas listadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que fizeram exportações em 2008. Naquele ano, as estrangeiras com exportações acima de US$ 10 milhões responderam por 68% das exportações de manufaturados, enquanto as nacionais foram responsáveis por 32%, em valores. Nas commodities, o quadro se inverte: as nacionais responderam por 72,5%, e as estrangeiras ficaram com a parcela restante - 27,5%.
Para 2010, Castro prevê que deve permanecer alta a concentração das exportações em poucas empresas e também será mantida a dependência das exportações de commodities.

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