Sunday, February 26, 2012

PERSPECTIVAS DE EXPORTACOES BRASILEIRAS PARA 2012

PERSPECTIVAS DE EXPORTACOES BRASILEIRAS PARA 2012
Perspectiva 2012: Exportações
Entrada de dólares em 2011 é a segunda maior da história
As exportações do agronegócio brasileiro
registraram um novo recorde em 2011, somando US$ 94,59 bilhões, valor 24% superior ao alcançado em 2010 (de US$ 76,4 bilhões) e o maior desde 1997, quando teve início a série histórica que mede os resultados deste setor. O anúncio foi feito nesta terça-feira (10), pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, segundo quem a meta de 2012 é ultrapassar a marca de US$ 100 bilhões.
As importações brasileiras de produtos agropecuários atingiram US$ 17,08 bilhões (valor 28% superior ao registrado em 2010), resultando em um superávit de US$ 77,51 bilhões na balança comercial do agronegócio de 2011, crescimento de 22,9%. O saldo do setor agropecuário é quase três vezes superior ao acumulado no resultado global da balança comercial brasileira, que fechou o ano de 2011 com superávit de US$ 29,8 bilhões.
O ministro Mendes Ribeiro demonstrou otimismo com os resultados e previu que 2012 será ainda melhor para o agronegócio nacional. “Para chegar a 100 bilhões precisamos apenas de um crescimento de 5,7% das exportações, que é um número que temos como alcançar”, afirmou.
Soja é a campeã das exportações
Em 2011, os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) foram os que mais contribuíram para o crescimento nas vendas externas e os que registraram o maior valor de exportação. Na comparação com 2010, as exportações de soja em grãos cresceram 47,8% em valor (US$ 11,03 bilhões para US$ 16,31 bilhões), devido ao crescimento de 30,3% no preço médio de venda. Em volume, o aumento foi de 13,5%. As exportações de farelo e óleo de soja somaram, respectivamente, US$ 5,69 bilhões e US$ 2,13 bilhões em 2011.
Os complexos sucroalcooleiro e carnes também se destacaram nas exportações. O complexo sucroalcooleiro teve receita de US$ 16,18 bilhões com vendas externas em 2011 (17,45% superiores em relação ao ano anterior). O crescimento se deu em função do aumento de 29,9% no preço de venda, apesar da queda de 9,6% na quantidade exportada no período (29,52 milhões para 26,70 milhões de toneladas).
As carnes foram o terceiro setor de maior exportação, com vendas de US$ 15,64 bilhões, o que representa 14,8% de expansão em relação a 2010. Esse crescimento ocorreu em função da elevação de 16,6% no preço médio do produto, o que compensou uma queda de 1,6% na quantidade exportada em relação a 2010. O setor foi responsável por 16,5% do montante total das vendas externas do agronegócio em 2011, com destaque para a carne de frango, cujas vendas somaram US$ 7,49 bilhões, 19,9% a mais do que o ano anterior.
Os produtos florestais ficaram em quarto lugar no ranking de exportações do agronegócio, com US$ 9,64 bilhões e 3,8% de crescimento em relação ao ano anterior. Destaca-se ainda o café, que atingiu a cifra de US$ 8,73 bilhões (51,5% superior ao ano anterior). Em conjunto, os cinco principais setores (complexo soja, complexo sucroalcooleiro, carnes, produtos florestais e café) somaram US$ 74,33 bilhões em exportações, sendo responsáveis por 78,6% do total das vendas externas de produtos brasileiros agropecuários em 2011. Essa participação representa um aumento na concentração da pauta exportadora. Em 2010, os mesmos setores foram responsáveis por 77,9% dos embarques.
Principais destinos
Os principais destinos dos embarques de produtos nacionais foram os mercados da União Europeia, China, Estados Unidos, Rússia e Japão. A Ásia e a União Europeia foram responsáveis, em conjunto, por 57,4% do total exportado pelo agronegócio brasileiro (US$ 54,34 bilhões) - fatia maior que os 56,8% registrados em 2010 (US$ 43,38 bilhões). Em seguida, destaca-se a participação do Oriente Médio (10,1%), dos países do Nafta - Estados Unidos, México e Canadá - (8,5%) e da África, excluindo Oriente Médio (8%).
A maior expansão, em relação ao ano anterior, ocorreu na Oceania (55,8% superior), seguida da África excluindo Oriente Médio (43,4% superior) e da Ásia (33,3% superior).
Houve redução da participação apenas nos demais países das Américas (com redução de 6,6%). A União Europeia foi responsável por 18,3% do incremento de US$ 18,15 bilhões ocorrido nas vendas externas em 2011 na comparação com o ano anterior.
Na análise por país, destacam-se as exportações para a China, com US$ 16,51 bilhões em 2011, seguida de Estados Unidos (US$ 6,70 bilhões), Países Baixos (US$ 6,36 bilhões), Rússia (US$ 4,05 bilhões), Japão (US$ 3,52 bilhões) e Alemanha (US$ 3,50 bilhões). O bom desempenho nas exportações para a China se deve, em grande parte, às vendas de soja em grãos (US$ 10,96 bilhões), celulose (US$ 1,3 bilhão) e açúcar (US$ 1,22 bilhão). Esses produtos representaram, em conjunto, 81,6% do total das exportações do agronegócio para o país no período.

O COMERCIO EXTERIOR BRASILEIRO QUASE CHEGA A 500 BILHOES DE DOLARES EM 2011

EL COMERCIO INTERNACIONAL DE BRASIL AL CIERRE DE 2011
Exportações superam importações e registram recorde em 2011
MAELI PRADO
DE BRASÍLIA
As exportações totalizaram no ano passado recorde de US$ 256,04 bilhões, um crescimento de 26,8% na comparação com 2010. Já as importações tiveram alta de 24,5%, registrando US$ 226,25 bilhões, também o maior número da história.
Com esses resultados, o saldo comercial ficou positivo em US$ 29,7 bilhões, um crescimento de 47,8% na comparação com o ano retrasado. Foi o maior saldo dos últimos quatro anos. A corrente de comércio, pela primeira vez na história, ultrapassou os US$ 300 bilhões, atingindo US$ 482,29 bilhões
Em dezembro, as vendas para outros países também foram recordes para o mês: atingiram US$ 22,1 bilhões, alta de 10,6% em relação ao mesmo período de 2010. As importações também foram recorde, de US$ 18,3 bilhões, crescimento de 22,9% ante mesmo mês do ano retrasado.

BRASIL/ EUA COMERCIO EXTERIOR

COMÉRCIO EXTERIOR - Brasil quer retomar exportações para EUA / Vivian Oswald
Recuperação da economia americana e desaceleração chinesa fazem governo rever estratégia para balança comercial.

A retomada da economia americana e as perspectivas de um crescimento mais lento da China levaram a presidente Dilma Rousseff a determinar aos ministérios do Desenvolvimento e da Fazenda a elaboração de uma estratégia agressiva para recuperar o espaço perdido nos últimos anos, nas exportações do Brasil para os Estados Unidos. A ideia é aproveitar o momento de recuperação para ocupar esse vácuo com medidas em várias frentes. Estão em estudo iniciativas como a abertura do mercado de carne in natura e a negociação do fim das sobretaxas aplicadas ao suco de laranja e ao açúcar.
Em outra frente, o governo brasileiro cogita uma parceria com os Estados Unidos para uma atuação conjunta dos dois países na disputa pelo mercado chinês. Ambos são grandes fornecedores de soja, carne e frango aos chineses e poderiam, por exemplo, tentar negociar em conjunto essas vendas para ganhar força. Outra estratégia seria a de os dois países entrarem juntos na briga contra o ingresso maciço de produtos chineses de baixa qualidade ou preços abaixo do valor de mercado.
Dilma visitará os EUA no início de abril
Também estão no cardápio campanhas promocionais diferenciadas dos produtos brasileiros nos estados americanos, de forma a explorar as peculiaridades de cada um.
- (Os estados) são muito diferentes entre si. Cada um tem as suas peculiaridades, e, por isso, é preciso levá-las em consideração - disse um integrante do governo.
Pelo menos parte dessa estratégia deve ser concluída até a viagem da presidente Dilma aos EUA, no início de abril.
O país já foi o maior parceiro comercial do Brasil, chegando a abocanhar uma fatia de 25% das exportações brasileiras, mas perderam a liderança para a China em 2009. Em 2011, sua participação na pauta de exportações brasileiras ficou em 10%, de acordo com dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). De 2000 até o ano passado, o saldo comercial com os americanos passou de um superávit de US$ 300 milhões para um déficit de US$ 8,2 bilhões no ano passado, acumulando prejuízo de US$ 17 bilhões para a balança em apenas cinco anos. O resultado de 2010 representa o maior saldo negativo obtido pelo país na balança com os americanos e é o pior desempenho com um parceiro comercial.
Estudo da AEB indica que, "depois de expressivos superávits comerciais até 2008, o Brasil passou a gerar expressivos montantes de déficit, os quais se aproximam dos mais elevados níveis de superávits já alcançados, indiretamente anulando os ganhos comerciais obtidos". O documento lembra ainda que, nas Américas, o Brasil só tem déficit comercial com EUA, Canadá, México, Costa Rica e Bolívia, sinalizando que o nível de competitividade nesta região é maior que em mercados da Europa, Ásia e até mesmo na África.
Parcela importante das compras americanas ainda são de manufaturados. Embora este percentual tenha oscilado próximo de 77%, entre 2001 e 2003 - quando começou a cair - manteve-se em 45,3% no ano passado. Para a China, os manufaturados representaram 4,6% do que o país exportou em 2011.
Para AEB, foco na China foi decisão política
De acordo com o estudo da AEB, o mercado dos Estados Unidos sempre foi o principal destino das exportações de manufaturados brasileiros, "mas a decisão política tomada na década passada de relegar a segundo plano o maior mercado importador do mundo, sem realizar uma única missão ou promoção comercial governamental naquele mercado, e ainda a dificuldade adicional gerada pela valorização do real, provocou queda em valor nas exportações brasileiras de manufaturados e também expressiva redução de 75% na participação percentual".
Em 2011, o valor das exportações de manufaturados para o mercado americano foi apenas 0,6% maior que o valor de 2002, apesar de nesse período o total das exportações brasileiras ter crescido 323% e de manufaturados 179%. O documento da AEB ainda destaca que, em 2002, dos dez principais produtos exportados pelo Brasil, sete eram manufaturados e três, commodities. Em 2011, sete eram commodities e apenas três manufaturados.

Wednesday, February 1, 2012

PARTICIPACAO DAS TRADINGS BRASILEIRAS NO COMERCIO EXTERIOR

COMÉRCIO EXTERIOR - Secex e exportadores discutem regras para tradings / Tarso Veloso
As regras para a atuação das trading companies poderão se tornar mais simples a partir deste ano.
Na sexta-feira, representantes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento irão se reunir com membros de associações de exportadores para discutir a revisão do Decreto-Lei nº 1.248, de 1972, que disciplina as normas para o funcionamento dessas empresas. A intenção do governo, segundo apurou o Valor, é simplificar o processo de criação dessas companhias e facilitar a interação com os produtores.
"Queremos favorecer o elo entre tradings e pequenas empresas. É importante facilitar e garantir a participação dos pequenos. Nós queremos facilitar as primeiras exportações das pequenas empresas", diz a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. "As tradings foram consideradas intermediários por muito tempo e hoje seu papel é valorizado como o elo de ligação entre empresas de menor porte, sem experiência no mercado externo, com outros países. Queremos reforçar esse elo."
As exportações feitas pelas trading companies registraram, no ano passado, um ritmo de crescimento menor do que o das vendas externas totais do país. As tradings aumentaram os embarques em 19,3% no ano passado em relação a 2010, totalizando US$ 29,6 bilhões, abaixo do crescimento de 26,8% das exportações totais, que somaram US$ 256 bilhões.
Essa queda, diz Tatiana, não significa que o setor está enfraquecido. O crescimento das exportações das tradings no ano passado foi menor na comparação com 2010, mas foi o terceiro maior desde 2005. Entre 2005 e 2011, as tradings elevaram as vendas externas em 188,3%, passando de US$ 10,3 bilhões em 2005 para US$ 29,6 bilhões no ano passado. No mesmo intervalo, as exportações totais brasileiras aumentaram 116%.
As exportações das trading companies ficaram concentradas em produtos básicos no ano passado. Dos US$ 29,6 bilhões vendidos ao exterior em 2011, 87,1% foram desses itens. Os bens manufaturados representaram 8,4% do total e os semimanufaturados, 4,5%.
O valor de itens básicos exportados representou novo recorde histórico para o segmento
, com crescimento de 19,3% sobre as vendas externas de 2010, US$ 24,7 bilhões. "Foi um ano importante para produtos básicos. Eles puxaram o ritmo das exportações. Um dos nossos desafios é contribuir para o aumento das exportações de manufaturados por tradings e incentivar as pequenas empresas a exportar por meio delas", explica Tatiana.
Na lista dos principais produtos básicos comercializados estão minério de ferro, soja em grãos, carne de frango, farelo de soja, milho em grão, carne bovina, carne suína, café em grãos e carne salgada. Entre os itens industrializados se destacam açúcar bruto, suco de laranja, preparações e conservas de carne de peru, café solúvel, tubos de ferro ou aço fundido e açúcar refinado.
A maior parte das mercadorias exportadas pelas tradings são originárias de Estados com atividades extrativistas e agrícolas. O Pará liderou as exportações por intermédio das trading em 2011, totalizando US$ 11,8 bilhões, 40,0% do total vendido. Também se destacaram Minas Gerais, US$ 4,7 bilhões, participação de 15,9%; Espírito Santo, US$ 4,2 bilhões (14,4%); Mato Grosso, US$ 2,4 bilhões (8,2%) e São Paulo, US$ 1,6 bilhão (5,4%).
As importações feitas pelas trading brasileiras, ao contrário das exportações, são compostas, quase na totalidade, por produtos manufaturados -95,4% das compras. No ano passado, os automóveis foram o principal item importado - US$ 2,1 bilhões, participação de 35,5% do total. Aparecem a seguir máquinas automáticas para processamento de dados, com US$ 249,3 milhões (4,1%), aparelhos transmissores e receptores de telefonia (US$ 244,6 milhões, 4,1%) e máquinas e aparelhos de terraplenagem - US$ 179,8 milhões, 3%.
A China foi o principal fornecedor das tradings brasileiras no ano passado, somando US$ 1,5 bilhão, valor equivalente a 25,1% das compras totais no ano. Na segunda posição está a Argentina, US$ 1,1 bilhão, participação de 18,7%.

Fonte: Valor Econômico (30/1/2012