Sunday, December 13, 2009

ECONOMIA - Aumento das importações pode reduzir PIB / Adriana Fernandes e Fabio GranerEconomistas do governo calculam que o setor externo dará uma contribuição negativa de 2% no PIB de 2010.
O crescimento acelerado das importações em relação às exportações vai não apenas elevar o déficit externo do Brasil do ano que vem, mas terá como efeito indireto a queda da taxa de crescimento do País. Economistas do governo calculam que o setor externo dará contribuição negativa de 2% ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. Segundo fontes da equipe econômica, esse é um dos fatores que explicam o maior conservadorismo na projeção do governo para o crescimento de 2010, que é de 5%. O fenômeno de perda do PIB pelo aumento das importações é chamado pelos economistas de "vazamento externo". É uma espécie de "dreno" do crescimento para o exterior, porque parte da demanda que poderia ser atendida pela produção interna é suprida pelas importações. O vazamento é decorrente da falta de poupança interna da economia, que dificulta o atendimento da demanda mais alta pela produção nacional. Segundo uma fonte do governo, no entanto, é uma oportunidade para as empresas se modernizarem com a importação de máquinas e equipamentos baratos e ganharem competitividade internacional. O fato de haver queda no crescimento por causa da contribuição negativa do setor externo não significa que o PIB cresceria mais se as exportações e importações aumentassem no mesmo ritmo. Isso porque, explicou uma fonte, se as importações não suprirem a falta de produto nacional, a consequência é inflação alta ou uma elevação antecipada dos juros pelo Banco Central, para evitar o risco de aceleração de preços. Nos anos de maior crescimento econômico, como 2007 e 2008, o vazamento externo ajudou o País a se expandir, puxado pelo dinamismo do mercado interno, com menor impacto inflacionário. Isso até chegou a ser mencionado em atas das reuniões do Comitê Política Monetária (Copom) como fator que ajudou a manter comportada a inflação brasileira. Para o governo, o vazamento externo não ameaça a economia, porque o aumento do déficit de transações correntes com o exterior, ao contrário do passado recente, é hoje completamente financiado pelo ingresso de dólares dos investimentos estrangeiros diretos (IED). Em um primeiro momento, o déficit vai aumentar nesse quadro. Mas, em um segundo momento, o aumento das importações tende a diminuir quando as empresas que investiram começam a exportar mais por causa dos ganhos de produtividade obtidos pela modernização do parque produtivo. O período de transição de uma fase para outra, calcula a área técnica do governo, deve durar cerca de dois anos. O prazo coincide com a expectativa de retomada mais consolidada do crescimento dos Estados Unidos. Por isso, a avaliação do governo é que as empresas não podem perder o momento atual para aproveitar o dólar barato e se modernizarem. A expectativa é de aumento forte das importações de bens de capital (máquinas e equipamentos), que antes da crise, em 2008, estavam crescendo a 43%. "O vazamento externo vai permitir um novo ciclo de investimento", diz uma fonte da área econômica. Para o ex-diretor do BC, Carlos Thadeu de Freitas, o vazamento externo do PIB não traz problemas, porque a economia tem "gorduras" para queimar, Mas não pode ser permanente. "Tem que se temporário

LAS IMPORTACIONES BRASILERAS PARA 2010 AFECTARA EL PIB

ECONOMIA - Aumento das importações pode reduzir PIB / Adriana Fernandes e Fabio GranerEconomistas do governo calculam que o setor externo dará uma contribuição negativa de 2% no PIB de 2010.
O crescimento acelerado das importações em relação às exportações vai não apenas elevar o déficit externo do Brasil do ano que vem, mas terá como efeito indireto a queda da taxa de crescimento do País. Economistas do governo calculam que o setor externo dará contribuição negativa de 2% ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. Segundo fontes da equipe econômica, esse é um dos fatores que explicam o maior conservadorismo na projeção do governo para o crescimento de 2010, que é de 5%. O fenômeno de perda do PIB pelo aumento das importações é chamado pelos economistas de "vazamento externo". É uma espécie de "dreno" do crescimento para o exterior, porque parte da demanda que poderia ser atendida pela produção interna é suprida pelas importações. O vazamento é decorrente da falta de poupança interna da economia, que dificulta o atendimento da demanda mais alta pela produção nacional. Segundo uma fonte do governo, no entanto, é uma oportunidade para as empresas se modernizarem com a importação de máquinas e equipamentos baratos e ganharem competitividade internacional. O fato de haver queda no crescimento por causa da contribuição negativa do setor externo não significa que o PIB cresceria mais se as exportações e importações aumentassem no mesmo ritmo. Isso porque, explicou uma fonte, se as importações não suprirem a falta de produto nacional, a consequência é inflação alta ou uma elevação antecipada dos juros pelo Banco Central, para evitar o risco de aceleração de preços. Nos anos de maior crescimento econômico, como 2007 e 2008, o vazamento externo ajudou o País a se expandir, puxado pelo dinamismo do mercado interno, com menor impacto inflacionário. Isso até chegou a ser mencionado em atas das reuniões do Comitê Política Monetária (Copom) como fator que ajudou a manter comportada a inflação brasileira. Para o governo, o vazamento externo não ameaça a economia, porque o aumento do déficit de transações correntes com o exterior, ao contrário do passado recente, é hoje completamente financiado pelo ingresso de dólares dos investimentos estrangeiros diretos (IED). Em um primeiro momento, o déficit vai aumentar nesse quadro. Mas, em um segundo momento, o aumento das importações tende a diminuir quando as empresas que investiram começam a exportar mais por causa dos ganhos de produtividade obtidos pela modernização do parque produtivo. O período de transição de uma fase para outra, calcula a área técnica do governo, deve durar cerca de dois anos. O prazo coincide com a expectativa de retomada mais consolidada do crescimento dos Estados Unidos. Por isso, a avaliação do governo é que as empresas não podem perder o momento atual para aproveitar o dólar barato e se modernizarem. A expectativa é de aumento forte das importações de bens de capital (máquinas e equipamentos), que antes da crise, em 2008, estavam crescendo a 43%. "O vazamento externo vai permitir um novo ciclo de investimento", diz uma fonte da área econômica. Para o ex-diretor do BC, Carlos Thadeu de Freitas, o vazamento externo do PIB não traz problemas, porque a economia tem "gorduras" para queimar, Mas não pode ser permanente. "Tem que se temporário

EXPORTACIONES BRASILENAS DE ENERO A OCTUBRE DE 2009 FUE NEGATIVA EN CASI TODOS LOS SECTORES

DESTAQUES FUNCEX - O desempenho das exportações no período janeiro-outubro de 2009 foi negativo em quase todos os setores da economia. A única exceção foi o setor de Agricultura e pecuária, que cresceu 3,5%.As importações também apresentaram desempenho negativo em 2009, com as únicas exceções de Confecção de artigos do vestuário e Pesca e aqüicultura.
EM FOCO: - No acumulado do período janeiro-outubro de 2009, a maior parte do superávit comercial do país foi gerada por apenas quatro setores: Produtos alimentícios e bebidas, Agricultura e pecuária, Extração de minerais metálicos e Metalurgia básica. - Quase todos os setores que são geralmente superavitários registraram quedas de seus superávits, com especial destaque para Metalurgia básica, Veículos automotores, Extração de minerais metálicos e Produtos alimentícios e bebidas. - De forma análoga, a maioria dos setores que são tradicionalmente deficitários teve redução do déficit na mesma comparação, como de Produtos químicos, Extração de petróleo, Refino de petróleo e combustíveis e Material eletrônico e de comunicações. - Os dez primeiros meses de 2009 indicaram queda do quantum exportado na maioria dos setores, com exceção de quatro: Extração de petróleo, Agricultura e pecuária, Celulose e papel e Máquinas para escritório e equipamentos de informática. - Nos primeiros dez meses de 2009 houve queda do quantum importado em 23 dos 25 setores produtivos. Os dois setores que tiveram aumento do quantum no período foram Confecção de artigos do vestuário e Produtos alimentícios e bebidas. - No primeiro semestre de 2009 o coeficiente de exportação voltou a sofrer queda, a exemplo do que vinha ocorrendo nos anos recentes, ficando em 17,2%, uma queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2008. - Os coeficientes de exportação se mostraram bem maiores nas indústrias extrativas do que nas indústrias de transformação no período de janeiro até junho de 2009, o que reflete o padrão de vantagens comparativas do país. - No primeiro semestre de 2009, o coeficiente de penetração de importações a preços constantes teve queda de 3,0 pontos percentuais em relação ao pico alcançado no segundo semestre de 2008. - Os setores que registraram coeficientes de penetração de importação mais elevados no primeiro semestre de 2009 foram Equipamentos médico-hospitalares, de automação industrial e de precisão, Material eletrônico e de comunicações, Máquinas para escritório e de informática, Máquinas e equipamentos, e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Saturday, October 17, 2009

IMPUESTO DE EXPORTACIONES - DE NUEVO

Economia1. Outra batalha para AgnelliMais uma batalha para o presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, que vem enfrentando duras críticas do governo. Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento vão agora criar um imposto sobre as exportações de minérios, com alíquotas de até 5%. De acordo com a manchete de O Globo, cerca de 70% dos minérios exportados pelo Brasil no ano passado, que renderam US$ 22,8 bilhões, são de minério de ferro, principal item da pauta exportadora da Vale. O único produto brasileiro taxado na exportação hoje é o couro. O presidente Lula não escondeu sua insatisfação com a atuação de Agnelli à frente da Vale no período de crise. O empresário foi criticado por desacelerar investimentos e demitir funcionários. O empresário Eike Batista, do grupo EBX, que no final de semana deu entrevistas dizendo querer comprar parte da Vale e ganhou a simpatia de Lula, afirmou àFolha (para assinantes) que, por ora, desistiu da compra. O recuo, segundo ele, decorre em parte darepercussão negativa e injusta das entrevistas. “Meus comentários foram técnicos, sem conotação política”, disse. Para tentar acalmar os ânimos, o Bradesco - acionista da Vale que indicou Agnelli para o comando - está dispostoa ceder duas das cinco diretorias da empresa. Seriam as vagas dos diretores de Recursos Humanos

Sunday, July 26, 2009

EMPRESAS BRASILERAS PIERDEN ESPACIO EN LAS EXPORTACIONES

Indústrias perdem espaço nas exportações
SÃO PAULO - A crise global provocou uma ?commoditização? do ranking das 20 maiores empresas exportadoras do Brasil. Graças ao apetite da China por minério de ferro, a Vale passou a ocupar o primeiro lugar da lista, ultrapassando a Petrobras. As montadoras Ford e General Motors, além da Motorola, fabricante de celulares, e Caterpillar, fabricante de máquinas, cederam suas posições nas exportações do País para mineradoras, tradings de soja e petroquímicas. Conforme o Ministério do Desenvolvimento, no primeiro semestre, das exportadoras de produtos industrializados, apenas Embraer, Volkswagen e Mercedes-Benz resistiam entre as 20 maiores do ranking. Mas mesmo essas gigantes amargaram queda nas vendas externas, de 25,8%, 22,7% e 37,3%, respectivamente, comparado com o período de janeiro a junho de 2008. No primeiro semestre do ano passado, sete fabricantes de manufaturados faziam parte do ranking.Pelas estimativas do vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), José Augusto de Castro, o minério de ferro deve ser o único item que vai superar US$ 10 bilhões de receita de exportação este ano. A participação do produto na pauta de exportação brasileira subiu de 6,9% nos primeiros seis meses de 2008 para 9,4% de janeiro a junho. As compras chinesas garantiram a demanda por minério brasileiro e o atraso nas negociações sustentaram os preços em um patamar melhor no primeiro semestre. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.