ECONOMIA - Aumento das importações pode reduzir PIB / Adriana Fernandes e Fabio GranerEconomistas do governo calculam que o setor externo dará uma contribuição negativa de 2% no PIB de 2010.
O crescimento acelerado das importações em relação às exportações vai não apenas elevar o déficit externo do Brasil do ano que vem, mas terá como efeito indireto a queda da taxa de crescimento do País. Economistas do governo calculam que o setor externo dará contribuição negativa de 2% ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. Segundo fontes da equipe econômica, esse é um dos fatores que explicam o maior conservadorismo na projeção do governo para o crescimento de 2010, que é de 5%. O fenômeno de perda do PIB pelo aumento das importações é chamado pelos economistas de "vazamento externo". É uma espécie de "dreno" do crescimento para o exterior, porque parte da demanda que poderia ser atendida pela produção interna é suprida pelas importações. O vazamento é decorrente da falta de poupança interna da economia, que dificulta o atendimento da demanda mais alta pela produção nacional. Segundo uma fonte do governo, no entanto, é uma oportunidade para as empresas se modernizarem com a importação de máquinas e equipamentos baratos e ganharem competitividade internacional. O fato de haver queda no crescimento por causa da contribuição negativa do setor externo não significa que o PIB cresceria mais se as exportações e importações aumentassem no mesmo ritmo. Isso porque, explicou uma fonte, se as importações não suprirem a falta de produto nacional, a consequência é inflação alta ou uma elevação antecipada dos juros pelo Banco Central, para evitar o risco de aceleração de preços. Nos anos de maior crescimento econômico, como 2007 e 2008, o vazamento externo ajudou o País a se expandir, puxado pelo dinamismo do mercado interno, com menor impacto inflacionário. Isso até chegou a ser mencionado em atas das reuniões do Comitê Política Monetária (Copom) como fator que ajudou a manter comportada a inflação brasileira. Para o governo, o vazamento externo não ameaça a economia, porque o aumento do déficit de transações correntes com o exterior, ao contrário do passado recente, é hoje completamente financiado pelo ingresso de dólares dos investimentos estrangeiros diretos (IED). Em um primeiro momento, o déficit vai aumentar nesse quadro. Mas, em um segundo momento, o aumento das importações tende a diminuir quando as empresas que investiram começam a exportar mais por causa dos ganhos de produtividade obtidos pela modernização do parque produtivo. O período de transição de uma fase para outra, calcula a área técnica do governo, deve durar cerca de dois anos. O prazo coincide com a expectativa de retomada mais consolidada do crescimento dos Estados Unidos. Por isso, a avaliação do governo é que as empresas não podem perder o momento atual para aproveitar o dólar barato e se modernizarem. A expectativa é de aumento forte das importações de bens de capital (máquinas e equipamentos), que antes da crise, em 2008, estavam crescendo a 43%. "O vazamento externo vai permitir um novo ciclo de investimento", diz uma fonte da área econômica. Para o ex-diretor do BC, Carlos Thadeu de Freitas, o vazamento externo do PIB não traz problemas, porque a economia tem "gorduras" para queimar, Mas não pode ser permanente. "Tem que se temporário
Sunday, December 13, 2009
LAS IMPORTACIONES BRASILERAS PARA 2010 AFECTARA EL PIB
ECONOMIA - Aumento das importações pode reduzir PIB / Adriana Fernandes e Fabio GranerEconomistas do governo calculam que o setor externo dará uma contribuição negativa de 2% no PIB de 2010.
O crescimento acelerado das importações em relação às exportações vai não apenas elevar o déficit externo do Brasil do ano que vem, mas terá como efeito indireto a queda da taxa de crescimento do País. Economistas do governo calculam que o setor externo dará contribuição negativa de 2% ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. Segundo fontes da equipe econômica, esse é um dos fatores que explicam o maior conservadorismo na projeção do governo para o crescimento de 2010, que é de 5%. O fenômeno de perda do PIB pelo aumento das importações é chamado pelos economistas de "vazamento externo". É uma espécie de "dreno" do crescimento para o exterior, porque parte da demanda que poderia ser atendida pela produção interna é suprida pelas importações. O vazamento é decorrente da falta de poupança interna da economia, que dificulta o atendimento da demanda mais alta pela produção nacional. Segundo uma fonte do governo, no entanto, é uma oportunidade para as empresas se modernizarem com a importação de máquinas e equipamentos baratos e ganharem competitividade internacional. O fato de haver queda no crescimento por causa da contribuição negativa do setor externo não significa que o PIB cresceria mais se as exportações e importações aumentassem no mesmo ritmo. Isso porque, explicou uma fonte, se as importações não suprirem a falta de produto nacional, a consequência é inflação alta ou uma elevação antecipada dos juros pelo Banco Central, para evitar o risco de aceleração de preços. Nos anos de maior crescimento econômico, como 2007 e 2008, o vazamento externo ajudou o País a se expandir, puxado pelo dinamismo do mercado interno, com menor impacto inflacionário. Isso até chegou a ser mencionado em atas das reuniões do Comitê Política Monetária (Copom) como fator que ajudou a manter comportada a inflação brasileira. Para o governo, o vazamento externo não ameaça a economia, porque o aumento do déficit de transações correntes com o exterior, ao contrário do passado recente, é hoje completamente financiado pelo ingresso de dólares dos investimentos estrangeiros diretos (IED). Em um primeiro momento, o déficit vai aumentar nesse quadro. Mas, em um segundo momento, o aumento das importações tende a diminuir quando as empresas que investiram começam a exportar mais por causa dos ganhos de produtividade obtidos pela modernização do parque produtivo. O período de transição de uma fase para outra, calcula a área técnica do governo, deve durar cerca de dois anos. O prazo coincide com a expectativa de retomada mais consolidada do crescimento dos Estados Unidos. Por isso, a avaliação do governo é que as empresas não podem perder o momento atual para aproveitar o dólar barato e se modernizarem. A expectativa é de aumento forte das importações de bens de capital (máquinas e equipamentos), que antes da crise, em 2008, estavam crescendo a 43%. "O vazamento externo vai permitir um novo ciclo de investimento", diz uma fonte da área econômica. Para o ex-diretor do BC, Carlos Thadeu de Freitas, o vazamento externo do PIB não traz problemas, porque a economia tem "gorduras" para queimar, Mas não pode ser permanente. "Tem que se temporário
O crescimento acelerado das importações em relação às exportações vai não apenas elevar o déficit externo do Brasil do ano que vem, mas terá como efeito indireto a queda da taxa de crescimento do País. Economistas do governo calculam que o setor externo dará contribuição negativa de 2% ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. Segundo fontes da equipe econômica, esse é um dos fatores que explicam o maior conservadorismo na projeção do governo para o crescimento de 2010, que é de 5%. O fenômeno de perda do PIB pelo aumento das importações é chamado pelos economistas de "vazamento externo". É uma espécie de "dreno" do crescimento para o exterior, porque parte da demanda que poderia ser atendida pela produção interna é suprida pelas importações. O vazamento é decorrente da falta de poupança interna da economia, que dificulta o atendimento da demanda mais alta pela produção nacional. Segundo uma fonte do governo, no entanto, é uma oportunidade para as empresas se modernizarem com a importação de máquinas e equipamentos baratos e ganharem competitividade internacional. O fato de haver queda no crescimento por causa da contribuição negativa do setor externo não significa que o PIB cresceria mais se as exportações e importações aumentassem no mesmo ritmo. Isso porque, explicou uma fonte, se as importações não suprirem a falta de produto nacional, a consequência é inflação alta ou uma elevação antecipada dos juros pelo Banco Central, para evitar o risco de aceleração de preços. Nos anos de maior crescimento econômico, como 2007 e 2008, o vazamento externo ajudou o País a se expandir, puxado pelo dinamismo do mercado interno, com menor impacto inflacionário. Isso até chegou a ser mencionado em atas das reuniões do Comitê Política Monetária (Copom) como fator que ajudou a manter comportada a inflação brasileira. Para o governo, o vazamento externo não ameaça a economia, porque o aumento do déficit de transações correntes com o exterior, ao contrário do passado recente, é hoje completamente financiado pelo ingresso de dólares dos investimentos estrangeiros diretos (IED). Em um primeiro momento, o déficit vai aumentar nesse quadro. Mas, em um segundo momento, o aumento das importações tende a diminuir quando as empresas que investiram começam a exportar mais por causa dos ganhos de produtividade obtidos pela modernização do parque produtivo. O período de transição de uma fase para outra, calcula a área técnica do governo, deve durar cerca de dois anos. O prazo coincide com a expectativa de retomada mais consolidada do crescimento dos Estados Unidos. Por isso, a avaliação do governo é que as empresas não podem perder o momento atual para aproveitar o dólar barato e se modernizarem. A expectativa é de aumento forte das importações de bens de capital (máquinas e equipamentos), que antes da crise, em 2008, estavam crescendo a 43%. "O vazamento externo vai permitir um novo ciclo de investimento", diz uma fonte da área econômica. Para o ex-diretor do BC, Carlos Thadeu de Freitas, o vazamento externo do PIB não traz problemas, porque a economia tem "gorduras" para queimar, Mas não pode ser permanente. "Tem que se temporário
EXPORTACIONES BRASILENAS DE ENERO A OCTUBRE DE 2009 FUE NEGATIVA EN CASI TODOS LOS SECTORES
DESTAQUES FUNCEX - O desempenho das exportações no período janeiro-outubro de 2009 foi negativo em quase todos os setores da economia. A única exceção foi o setor de Agricultura e pecuária, que cresceu 3,5%.As importações também apresentaram desempenho negativo em 2009, com as únicas exceções de Confecção de artigos do vestuário e Pesca e aqüicultura.
EM FOCO: - No acumulado do período janeiro-outubro de 2009, a maior parte do superávit comercial do país foi gerada por apenas quatro setores: Produtos alimentícios e bebidas, Agricultura e pecuária, Extração de minerais metálicos e Metalurgia básica. - Quase todos os setores que são geralmente superavitários registraram quedas de seus superávits, com especial destaque para Metalurgia básica, Veículos automotores, Extração de minerais metálicos e Produtos alimentícios e bebidas. - De forma análoga, a maioria dos setores que são tradicionalmente deficitários teve redução do déficit na mesma comparação, como de Produtos químicos, Extração de petróleo, Refino de petróleo e combustíveis e Material eletrônico e de comunicações. - Os dez primeiros meses de 2009 indicaram queda do quantum exportado na maioria dos setores, com exceção de quatro: Extração de petróleo, Agricultura e pecuária, Celulose e papel e Máquinas para escritório e equipamentos de informática. - Nos primeiros dez meses de 2009 houve queda do quantum importado em 23 dos 25 setores produtivos. Os dois setores que tiveram aumento do quantum no período foram Confecção de artigos do vestuário e Produtos alimentícios e bebidas. - No primeiro semestre de 2009 o coeficiente de exportação voltou a sofrer queda, a exemplo do que vinha ocorrendo nos anos recentes, ficando em 17,2%, uma queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2008. - Os coeficientes de exportação se mostraram bem maiores nas indústrias extrativas do que nas indústrias de transformação no período de janeiro até junho de 2009, o que reflete o padrão de vantagens comparativas do país. - No primeiro semestre de 2009, o coeficiente de penetração de importações a preços constantes teve queda de 3,0 pontos percentuais em relação ao pico alcançado no segundo semestre de 2008. - Os setores que registraram coeficientes de penetração de importação mais elevados no primeiro semestre de 2009 foram Equipamentos médico-hospitalares, de automação industrial e de precisão, Material eletrônico e de comunicações, Máquinas para escritório e de informática, Máquinas e equipamentos, e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
EM FOCO: - No acumulado do período janeiro-outubro de 2009, a maior parte do superávit comercial do país foi gerada por apenas quatro setores: Produtos alimentícios e bebidas, Agricultura e pecuária, Extração de minerais metálicos e Metalurgia básica. - Quase todos os setores que são geralmente superavitários registraram quedas de seus superávits, com especial destaque para Metalurgia básica, Veículos automotores, Extração de minerais metálicos e Produtos alimentícios e bebidas. - De forma análoga, a maioria dos setores que são tradicionalmente deficitários teve redução do déficit na mesma comparação, como de Produtos químicos, Extração de petróleo, Refino de petróleo e combustíveis e Material eletrônico e de comunicações. - Os dez primeiros meses de 2009 indicaram queda do quantum exportado na maioria dos setores, com exceção de quatro: Extração de petróleo, Agricultura e pecuária, Celulose e papel e Máquinas para escritório e equipamentos de informática. - Nos primeiros dez meses de 2009 houve queda do quantum importado em 23 dos 25 setores produtivos. Os dois setores que tiveram aumento do quantum no período foram Confecção de artigos do vestuário e Produtos alimentícios e bebidas. - No primeiro semestre de 2009 o coeficiente de exportação voltou a sofrer queda, a exemplo do que vinha ocorrendo nos anos recentes, ficando em 17,2%, uma queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2008. - Os coeficientes de exportação se mostraram bem maiores nas indústrias extrativas do que nas indústrias de transformação no período de janeiro até junho de 2009, o que reflete o padrão de vantagens comparativas do país. - No primeiro semestre de 2009, o coeficiente de penetração de importações a preços constantes teve queda de 3,0 pontos percentuais em relação ao pico alcançado no segundo semestre de 2008. - Os setores que registraram coeficientes de penetração de importação mais elevados no primeiro semestre de 2009 foram Equipamentos médico-hospitalares, de automação industrial e de precisão, Material eletrônico e de comunicações, Máquinas para escritório e de informática, Máquinas e equipamentos, e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
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